Seus posts do Instagram agora aparecem nas pesquisas do Google e isso pode aumentar suas vendas

A partir de julho de 2025, os posts públicos de contas profissionais no Instagram passaram a ser indexados pelo Google. Agora o seu conteúdo pode aparecer nas buscas, mesmo para quem nunca ouviu falar da sua página. Mas o que isso muda na prática?

A maior vantagem é que seu perfil ganha visibilidade fora do Instagram, ou seja, seu conteúdo pode ser encontrado por potenciais clientes no Google e seus posts viram verdadeiros mini-anúncios orgânicos com alcance mais duradouro.

E como otimizar seus posts para aparecer nas buscas e vender mais? Há algumas regrinhas a serem seguidas.

  • Use perfil profissional e público;
  • As legendas ganharam mais importância: elas devem ter palavras-chave logo nas primeiras linhas;
  • Escreva o alt text (texto alternativo) das imagens com termos relevantes;
  • Use hashtags específicas e estratégicas para o produto ou serviço que está vendendo;
  • Marque a localização nos posts (muita gente esquece essa parte e isso sempre foi importante, agora será mais ainda);
  • Inclua chamadas para ação claras (CTA: “Link na bio”, “Chama no WhatsApp”, “Compre agora” etc.)
  • E, não menos importante (esse vai dar um trabalhinho): revise conteúdos antigos mas que ainda são relevantes. Caso eles estejam longe do padrão, podem até atrapalhar sua imagem nas buscas.

Na prática, essa mudança tem o potencial de transformar ainda mais o Instagram em uma ferramenta de SEO e vendas. Quem entender isso agora, vai sair na frente. Se você trabalha com marketing digital, redes sociais ou vendas online, vale a pena revisar sua estratégia de conteúdo e pensar em “Google + Instagram” como um combo poderoso!

Inteligência Artificial no Marketing de Mandato: Muito Além dos Memes e Legendas

Nas redes sociais de políticos a Inteligência Artificial tem sido muito usada para a criação de legendas para postagens ou para a geração de imagens divertidas alinhadas com as tendências do momento. No entanto, seu potencial no campo político vai muito além disso. No marketing de mandato — as estratégias para a manutenção do vínculo entre o parlamentar e a população após a eleição — a IA pode ser usada também para prestar contas, ampliar a transparência e fortalecer o relacionamento com os eleitores.

Um bom exemplo é a automatização dos processos de prestação de contas. É possível usar a IA para analisar grandes volumes de dados, consolidando informações sobre a atuação parlamentar como leis, propostas, emendas, reuniões realizadas e outras ações do mandato. Esses dados podem gerar conteúdo relevante, seja em forma de vídeos produzidos ou tópicos informativos para serem comentados em entrevistas ou podcasts pelo político — que depois resultam em cortes curtos segmentados — oferecendo ao cidadão uma visão clara e uma maior compreensão sobre sua atuação.

Além disso, a IA pode ser utilizada para analisar os sentimentos expressos nas redes sociais. Ferramentas de análise automatizada conseguem identificar elogios, críticas e sugestões feitas pelos cidadãos, permitindo que o parlamentar tenha uma leitura precisa da percepção pública em relação ao seu mandato ou sobre um assunto específico. Essa análise contínua oferece insights valiosos para ajustar a comunicação, antecipar (ou gerenciar) crises e identificar quais temas estão mobilizando o eleitorado.

Por fim, a inteligência artificial também pode ser usada para personalizar a comunicação do mandato com diferentes segmentos da população. Com base no comportamento e engajamento dos eleitores nas redes, ferramentas de IA conseguem identificar grupos com interesses específicos — como jovens, mães solo ou professores, por exemplo — e permitem a criação de conteúdos direcionados para cada um desses públicos. Essa segmentação reforça o vínculo entre o parlamentar e a população. A comunicação fica mais significativa.

A aplicação da inteligência artificial no marketing de mandato não é apenas uma inovação tecnológica — é uma nova forma de fazer política com mais sensibilidade e conexão real com as necessidades da sociedade. Parlamentares que compreenderem e utilizarem essa ferramenta não estarão apenas modernizando sua comunicação, mas também construindo pontes sólidas com seu eleitorado e se posicionando com mais força para os desafios do mandato e das próximas eleições.

A Trend de IA do Studio Ghibli: Um Alerta Sobre a Desumanização da Arte

Cena de “O Serviço de Entregas da Kiki” (Majo no Takkyūbin – 1989), Studio Ghibli

O avanço da inteligência artificial tem proporcionado ferramentas para diversas áreas, democratizando o acesso a recursos antes disponíveis apenas para profissionais. No entanto, esse avanço também trouxe consigo desafios éticos importantes, especialmente no que diz respeito ao respeito às obras intelectuais e artísticas.

A polêmica envolvendo o uso do estilo artístico do Studio Ghibli em trends nas redes sociais, com desenhos gerados por IA, levanta diversas questões. Por um lado, a IA possibilita que qualquer pessoa explore estilos artísticos e crie imagens com poucos cliques, abrindo portas para novas formas de expressão e inspiração. Mas quando essa prática acaba transformando um trabalho original em um pastiche descartável, entramos em um terreno problemático.

Essa não é a primeira vez que uma trend desse tipo viraliza. Há pouco tempo, as redes sociais foram inundadas por usuários criando seus avatares com IA no estilo das animações da Disney/Pixar. Embora muitos usuários vejam essas criações como um simples entretenimento, essa apropriação pode representar um risco à valorização do trabalho autoral e à preservação da identidade artística.

O Studio Ghibli, reconhecido por sua estética singular e seu impacto cultural, construiu sua identidade ao longo de décadas de trabalho. A apropriação indiscriminada desse estilo, inclusive sem autorização, pode esvaziar o valor da originalidade e afetar negativamente os criadores. Afinal, se uma IA pode reproduzir fielmente o trabalho de um artista sem que ele tenha participação nisso, onde fica a valorização da criatividade humana?

Essa discussão não é nova para Hayao Miyazaki, diretor do Studio Ghibli. Em um vídeo que viralizou, gravado em 2016, Miyazaki participou de uma reunião onde foi apresentado a uma animação gerada por inteligência artificial. A imagem era um experimento para copiar movimentos e aplicá-los em novos projetos. Desde o início, Miyazaki demonstrava incômodo com o que via. Ao final da apresentação, ele reprovou a animação com contundência, afirmando: “Eu nunca desejaria incorporar essa tecnologia ao meu trabalho. Sinto fortemente que isso é um insulto à própria vida.”

Sua reação evidencia um conflito central: até que ponto a IA pode contribuir para a arte sem desumanizá-la? A resposta para essa questão passa por um debate ético profundo sobre a valorização da criatividade humana. E mais: na área da comunicação e do marketing, o uso da IA em trends como a do Studio Ghibli pode trazer consequências danosas às marcas e empresas, por ferir direitos autorais e a propriedade intelectual de artistas e estúdios.

A IA é uma ferramenta extremamente útil e tem acelerado processos em diversas áreas do conhecimento e da indústria. Na comunicação, otimiza a análise de grandes volumes de dados e aprimora a personalização de conteúdos. Na ciência e na medicina, permite descobertas mais ágeis e eficientes. Um exemplo notável foi divulgado pela BBC, que relatou como uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pelo Google para pesquisas científicas resolveu, em apenas 48 horas, um problema que microbiologistas levaram dez anos para solucionar.

A IA está posta e lutar contra ela é como tentar deter um tsunami. O que é necessário, como em todo novo passo que a humanidade dá, é entender como usá-la de maneira ética. Porque, ao fim e ao cabo, é o legado positivo ou negativo desta ferramenta que será repassado para as gerações futuras.

O Profissional de Marketing na Era da Inteligência Artificial: Ferramenta, Ética e Criatividade

A Inteligência Artificial está transformando o marketing — mas será que ela veio para substituir ou para potencializar os profissionais humanos?

A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma promessa distante para se tornar um recurso cada vez mais presente no dia a dia dos profissionais de marketing. Sua capacidade de analisar dados em larga escala, automatizar processos e personalizar experiências tem transformado a forma como as marcas se comunicam com seus públicos. Mas, junto com tantas possibilidades, surgem também questionamentos: como usar a IA a favor do marketing sem perder o fator humano? Os profissionais serão substituídos? E, mais importante, o que os consumidores estão achando dessa nova realidade?

Como os profissionais de marketing podem usar a IA a seu favor

O principal benefício da IA aplicada ao marketing é sua capacidade de otimizar tempo e oferecer informações estratégicas em tempo real. Abaixo, algumas formas eficientes de aplicá-la:

1. Análise de dados e comportamento do consumidor

Ferramentas baseadas em machine learning conseguem processar volumes massivos de dados, identificando padrões, preferências e até prevendo comportamentos futuros. Muitas ferramentas oferecem ainda insights preditivos valiosos que orientam campanhas com maior precisão.

2. Personalização em escala

A IA permite criar experiências personalizadas, adaptando ofertas e conteúdos de acordo com o perfil e histórico de cada usuário. Isso torna a comunicação mais relevante e aumenta significativamente as chances de conversão — práticas amplamente utilizadas por gigantes como Amazon e Netflix.

3. Chatbots inteligentes e atendimento automatizado

Assistentes virtuais movidos por IA têm evoluído para oferecer atendimentos rápidos e eficientes, solucionando questões simples e liberando equipes humanas para focar em demandas mais complexas e estratégicas.

4. Automação na criação de conteúdo

Ferramentas auxiliam na produção de textos publicitários, e-mails e roteiros, otimizando tempo e permitindo que o foco do profissional seja direcionado à estratégia, e não apenas à execução.

5. Otimização de campanhas

Plataformas de mídia paga, como Google Ads e Meta Ads, utilizam IA para otimizar lances, segmentação e até variações de criativos, potencializando os resultados com menos esforço manual.

O que não deve ser feito com IA no marketing

Apesar das inúmeras vantagens, há riscos claros no uso inadequado da IA:

  • Automação sem supervisão: Deixar que a IA comande todas as interações sem acompanhamento humano pode resultar em mensagens genéricas e despersonalizadas, afetando negativamente a experiência do consumidor.
  • Conteúdo enganoso: O uso indiscriminado de deepfakes ou conteúdos hiperrealistas, mas falsos, pode prejudicar seriamente a credibilidade da marca. Transparência continua sendo um fator essencial.
  • Dependência total das ferramentas: Profissionais que não compreendem a lógica por trás das ferramentas acabam se tornando apenas operadores, sem visão estratégica. A tecnologia deve ser uma aliada, não uma substituição do raciocínio crítico e criativo.

Mas a IA vai substituir o profissional de marketing?

Essa é uma das perguntas mais frequentes — e com razão. A resposta, no entanto, não é tão simplista. A IA tende a substituir tarefas repetitivas, operacionais e analíticas. Porém, habilidades humanas como criatividade, visão estratégica, empatia e entendimento de contexto cultural continuam insubstituíveis.

O futuro pertence ao profissional que souber integrar tecnologia e pensamento estratégico, utilizando as ferramentas para potencializar resultados, mas sem abrir mão do fator humano, que é justamente o que conecta marcas e pessoas.

Como os consumidores estão reagindo à IA?

Estudos recentes indicam que cerca de 64% dos consumidores aceitam bem que as marcas usem IA para melhorar a experiência, desde que haja clareza e ética nesse processo. Eles valorizam a personalização e a agilidade que a tecnologia proporciona, mas não querem abrir mão da autenticidade e da confiança.

Dessa forma, o equilíbrio entre eficiência tecnológica e humanização da comunicação será a chave para ganhar — e manter — a confiança do público.

A ferramenta é boa e o profissional também deve ser

A Inteligência Artificial aplicada ao marketing não deve ser encarada como uma ameaça, mas como uma ferramenta poderosa nas mãos certas. Cabe a nós, profissionais da área, entender seus limites, explorar suas potencialidades e manter sempre um olhar crítico e criativo sobre as estratégias.

O futuro não será dominado por quem souber apenas operar ferramentas, mas por aqueles que forem capazes de unir tecnologia, ética, criatividade e propósito.

Por que “marketeiro” virou sinônimo de picareta — e por que precisamos falar em MERCADÓLOGO?

Convido você a refletir comigo neste texto sobre como a imagem do marketing foi distorcida ao longo dos anos e como podemos resgatar a verdadeira essência da profissão.

Nos últimos anos, o termo marketeiro ganhou uma conotação negativa no Brasil. Para muitos, virou sinônimo de oportunista, manipulador, alguém que vende ilusões e desaparece quando o produto — seja ele um político, uma marca ou uma ideia — não entrega o que prometeu. Mas como chegamos a esse ponto? E mais importante: como resgatar a verdadeira essência do marketing e da profissão, livrando-a desse estigma?

Muito dessa visão distorcida começou com a ascensão do marketing político nas décadas de 80 e 90. Profissionais talentosos foram responsáveis por campanhas memoráveis, criando slogans marcantes, fortalecendo imagens públicas e conduzindo políticos ao poder. No entanto, quando os eleitos não correspondiam às expectativas ou não cumpriam promessas, a figura do marketeiro se tornava cúmplice, aos olhos do público, do fracasso ou da decepção. A impressão era clara: não era sobre conectar propostas reais às necessidades da população, mas sobre vender uma ilusão bem embalada.

A situação foi agravada pela visão simplista e reducionista que se consolidou em torno do marketing como uma mera ferramenta de persuasão. Para muitos, marketing passou a significar apenas “fazer vender”, a qualquer custo, sem compromisso com o valor real do produto ou serviço. A profundidade estratégica, analítica e científica do marketing foi sendo negligenciada, reduzida a um conjunto de truques para atrair consumidores desavisados.

Com a chegada do marketing digital, essa percepção não só persistiu, como ganhou novos contornos. O uso irresponsável de dados, o avanço das fake news, o uso de bots e manipulações algorítmicas fizeram crescer ainda mais a desconfiança. Muitos profissionais sérios atuaram (e continuam atuando) para coibir essas práticas. No entanto, o espaço foi invadido por amadores e aventureiros, sem preparo ou princípios, dispostos a tudo por engajamento fácil, conversões rápidas e resultados vazios. O dano à imagem da profissão foi inevitável.

Outro ponto fundamental dessa crise de percepção é a ausência de uma regulamentação forte na área. Enquanto profissões como medicina, direito ou engenharia possuem conselhos rígidos e códigos éticos que delimitam responsabilidades, o marketing carece de uma estrutura formal que regule a atuação dos seus profissionais. Isso facilitou a proliferação de “marketeiros” sem formação sólida ou compromisso com resultados sustentáveis, ampliando o terreno para práticas antiéticas.

Diante desse cenário, acredito que a solução passa não apenas por uma mudança prática, mas também terminológica e cultural. É hora de resgatarmos um termo mais fiel à seriedade da profissão: mercadólogo. O mercadólogo não é um vendedor de ilusões. Ele é um cientista do mercado. Alguém que estuda profundamente o comportamento humano, interpreta dados, antecipa tendências e propõe soluções fundamentadas e viáveis. Seu compromisso é com a criação de valor real, sustentável, conectando marcas, produtos e instituições às necessidades concretas da sociedade.

O marketing nasceu do encontro entre administração, economia, sociologia e psicologia. É uma ciência aplicada que exige análise de mercado, segmentação, precificação, distribuição e relacionamento — não um mero artifício de maquiagem ou manipulação midiática. Para que essa visão volte a ocupar o centro do debate, precisamos reforçar a importância da formação sólida e contínua, estabelecer códigos de conduta claros e estimular a adoção do termo mercadólogo como símbolo dessa virada ética e estratégica.

O marketing ético transforma realidades, gera inovação e conecta pessoas. O mercadólogo é peça central nesse processo. Está na hora de deixarmos para trás a imagem do marketeiro-picareta e reconhecermos o verdadeiro papel deste profissional: alguém comprometido com resultados reais e duradouros.